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  A Silvicultura de Precisão

Tecnologias de Adubação de Precisão para Silvicultura
Informativo Arvus, 2007.

Atualmente, as tecnologias utilizadas para a aplicação de adubo no plantio de eucaliptos não foram desenvolvidas para atender as necessidades específicas que essa cultura exige. Em geral, os métodos utilizados na silvicultura são genéricos, podendo também ser aplicados nas mais diversas áreas, como plantio de soja, algodão e cana-de-açúcar.

Apesar do processo ser diferenciado em relação a outras culturas, a adubação que antecede o plantio de eucaliptos também mostra-se essencial para o sucesso do cultivo, exigindo cuidados como análise e uso de nutrientes específicos para a correção do solo.

Para atender a estas demandas, a Arvus Tecnologia desenvolveu um Sistema de Adubação de Precisão voltado especificamente para a silvicultura. Entre os benefícios oferecidos por este sistema estão a uniformidade das dosagens aplicadas e o controle gerencial de áreas, insumos e recursos durante todo o processo de aplicação, além da sinalização aos operadores, evitando a passagem por áreas sem aplicação.

Para entender melhor estes processos, apresentamos, a seguir, as principais formas de se fazer a aplicação de adubos, com respectivas características e vantagens.

florestas

Aplicação Convencional:

A aplicação convencional é feita com sistemas que não levam em consideração a velocidade do trator que está aplicando o insumo. Basicamente, o equipamento é composto por uma cuba de armazenagem de adubo cuja base possui um motor que despeja o insumo a uma taxa (gramas por segundo) constante. Assim, conforme o operador varia a velocidade do trator, devido a obstáculos e desníveis do terreno, a quantidade de insumo aplicada por hectare (kg/ha) também varia.

Este sistema de dosagem convencional exige a estimativa inicial de uma velocidade média em que o trator fará a aplicação. Isto pode gerar diferenças sistemáticas graves entre as dosagens aplicadas e as recomendadas. Tanto estas diferenças sistemáticas quanto as variações devido à velocidade do trator não são desejadas, pois o excesso ou falta de adubo em algumas regiões poderá impactar negativamente na produtividade final do cultivo.
 
Nos mapas a seguir, pode-se observar a irregularidade da aplicação final com a utilização do sistema convencional, calibrado para diferentes estimativas de velocidade de operação do trator.

mapas_SP1

Aplicação a Dosagens Constantes

Como forma de corrigir as desvantagens da aplicação convencional, surge a necessidade de um sistema capaz de compensar as variações de velocidade no trator e, assim, adequar a quantidade aplicada a esta variação. O Sistema de Adubação desenvolvido pela Arvus foi desenvolvido para atender a essa necessidade, trabalhando com a aplicação sob controle eletrônico, mantendo a dosagem (em kg/ha) fixa durante a operação da máquina.

mapa SP2

Alguns outros benefícios do controle eletrônico foram incorporados ao Sistema, como a própria capacidade do controle de taxas variáveis (explicado a seguir) e o armazenamento de uma série de informações de operação, relevantes para o gerenciamento do processo de aplicação como um todo.

O Sistema possui um GPS (Sistema de Posicionamento Global) interno, que fornece a velocidade de operação em tempo real e permite o controle automático da dosagem de adubo recomendada. O sistema também é capaz de, a cada segundo, armazenar informações como quantidade real aplicada, localização da máquina,  velocidade do trator, entre outras. Nas figuras a seguir é possível perceber claramente que a aplicação acompanha a recomendação, proporcionando uniformidade na adubação e eliminando erros sistemáticos devido a calibrações equivocadas.

Aplicações a Taxas Variáveis

O estado da arte para aplicação de insumos corresponde à aplicação baseada em mapas de recomendação. Este processo é bastante conhecido em culturas como soja e algodão, porém ainda não possui muita popularidade entre os produtores de eucalipto.

mapa sp3

O processo corresponde basicamente ao levantamento de pontos georreferenciados na área de plantio. Em cada ponto, recolhe-se uma amostra do solo, que é analisada em laboratórios especializados. Com base nesta análise, gera-se um Mapa de Recomendação de adubação, que, além de considerar as características do solo em cada ponto, também se baseia em fatores como classificação do solo, a cultura a ser plantada, o histórico da área, etc. Este mapa então é utilizado pelo sistema de aplicação, fazendo com que as quantidades recomendadas sejam aplicadas nos devidos locais.

O Sistema desenvolvido pela Arvus carrega o Mapa de Recomendação na própria memória, fazendo o controle da adubação em tempo real, de acordo com tais mapas, variando automaticamente a dosagem que o mapa recomenda (em kg/ha). A figura ao lado mostra um mapa de recomendação de KCl.  

diagrama

Processos Florestais

Nos processos de adubação em campo, a aplicação pode ser controlada por meio de:

Taxas fixas, equivalente a taxa recomendada (em kg/ha), regulando a vazão de acordo com a velocidade de operação
  do trator ou:
Taxas variáveis de adubação, seguindo mapas de recomendação de dosagem.

O sistema, instalado nos tratores que realizam os controles de adubação, armazenam informações relevantes ao processo constantemente (a cada segundo). 

Processo de Gestão

As informações armazenadas em campo são lidas e processadas posteriormente, através de um Software da Arvus. Dessa leitura, podem ser gerados relatórios informando:

• Dosagem recomendada em cada ponto
• Quantidade total aplicada
• Área total coberta
• Quantidade média aplicada
• Distância percorrida
• Datas em que as máquinas passaram pela fazenda
• Fazendas e glebas percorridas
• Lote do insumo aplicado

Estas informações são também visualizadas de forma gráfica, através de mapas e gráficos estatísticos, como histogramas. Os mapas podem ser exportados para softwares especializados como GPS Trackmaker e Google Earth, ou em formatos de arquivo padrão, como Shape-File (.SHP).

Todas as informações são armazenadas em banco de dados e podem ser compatibilizadas com sistemas corporativos de gestão, como SAP, bem como recuperadas a qualquer momento para análises mais específicas.

Computador de Bordo

O computador de bordo é uma unidade de controle que possui as seguintes caracteristicas e funções:

Registro a cada segundo das atividades do operador/trator, através de um cartão de memória tipo SD (com autonomia de trabalho de mais de duas semanas)
GPS interno para posicionamento e medição de velocidade de deslocamento do trator
• Controle automático do sistema mecânico
• Comunicação com o sistema de acionamento
Alarmes sonoros e visuais ao operador
Robustez para trabalho em tratores com ou sem cabine
Facilidade de operação

O Computador de Bordo também possui um visor que disponibiliza as seguintes informações para o operador:

• Tipo do adubo
• Lote do adubo
• Dosagem recomendada
• Velocidade de trabalho
• Quantidade instantânea aplicada em tempo real
• Fazenda e Gleba daquela operação
• Alarmes de excesso de velocidade (configurável)
• Falta de adubo
• Falha do sistema de acionamento

Software

O Sistema  de Adubação para Silvicultura também possui um software de gerenciamento, o Centro de Dados Arvus - Florestal, que permite o uso pleno dos seguintes recursos disponibilizados pela tecnologia:

• Importação dos dados do computador de bordo/cartão de memória
• Gerenciamento dos arquivos por meio de datas, fazendas e insumos aplicados
Integração com softwares de GIS do mercado, Google Earth, GPS Trackmaker e sistemas de gerenciamento (SAP)
• Manipulação das informações em modo gráfico (mapas de aplicação)
Relatórios operacionais com detalhamento de todas as informações armazenadas pelo cartão de memória durante a aplicação.

Sistema de Acionamento

O Sistema de Acionamento pode ser composto por motores elétricos ou hidráulicos. Ambos fazem o controle da dosagem através de um dosador de adubos de precisão (Fertisystem). Este conjunto é acoplado a suportes mecânicos e a máquina de adubação a ser utilizada.
 
O Sistema também possui um módulo eletrônico de controle que recebe os sinais de comando do
Computador de Bordo e envia sinais de monitoramento.

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